War Sounds

Moagem Lounge - 23h30
War Sounds
Dj Alex Coop & Friends

Clown Lírico em Exercício de Expiação

22 Maio Auditório A Moagem - 22h00
Concepção e Coreografia_ Luiz Antunes
Com Joana Simão e Luiz Antunes
Interpretação musical_ Joana Simão

Compositores_ Chopin Grieg Turina Luz_ Luiz Antunes Figurinos_ Marisa Ribeiro Nuno Pinto Nogueira Promoção Fotografia_ Margarida Dias Design Gráfico_ Estela Pires Assesoria de Imprensa_Catarina Correia
Produção_ Marta Correia Equipa Técnica_ Alberto Diogo Alberto Lopes João Caria Design Gráfico Assistente_ António Santos Assistente de Sala_ Carla Silva

Um local que existe em tantos lugares, nas cabeças de todos.
Uma máscara que deixa de ser máscara quando é a realidade.
Uma batalha entre duas guerras: a interior e a que é de fora.
A solidão é uma situação prometedora. Promete o quê e a quem? Estar isolado para sobreviver, dividir uma sardinha por 7, mas por sete dias.
Ocupar o tempo com a ideia de que quero viver tudo, antes que isto tudo seja o principio do fim. Refugiado de mim mesmo dentro de um som de música... de um único som. Pensar na culpa, mas na culpa de quê? Satisfação da culpa, exercício para aplacar a divindade.


P.S. _ Ensaiar uma estória teatralizada em palavras e sons sem palavras.

CLOWN LÍRICO EM EXERCÍCIO DE EXPIAÇÃO

… resultou da encomenda de uma peça coreográfica com um conceito base: máscaras de guerra.
Tudo começa no espaço vazio de uma divisão: um ponto de luz, uma mancha branca de um tapete quadrangular e um piano ao canto. A dimensão dominante é a de uma realidade imaginária que está imbuída da fusão cândida entre a violência que advem de uma solidão forçada de duas personagens - Ela e Ele. Uma sirene rompe a gestualidade dos intérpretes, representação opressiva de um poder que procura controlar os habitantes de um mundo exterior que não aquele.
O conformismo e a anulação da identidade das duas personagens são a forma de luta contra a opressão que é adaptada a um contexto performativo associado a uma representação teatral.
Num exercício para aplacar o divino, cada uma das personagens interage de forma indirecta. Ela interpreta ao piano citações musicais inter-cortadas de um universo pessoal; ele metamorfoseia-se numa personagem grotesca de um imaginário infantil, que é símbolo de inocência.
Neste trabalho, o gesto não é uma imagem, acaba por ser uma ferramenta, um instrumento. Não há só uma imagem no mundo, há muitos jogos gestuais. Diferentes formas de vida e formas de fazer coisas com gestos. Não está tudo junto. Os limites da gestualidade de cada personagem são os limites do seu próprio mundo, que estão sempre a ir contra as paredes do espaço vazio.
Em Clown Lírico em exercício de expiação as citações sonoras e as peças interpretadas ao piano pontuam e guiam com melancolia lírica uma estrutura gestual programada, unida entre si por um fio condutor que tende a reproduzir um tempo emocional e mnemónico, muito mais do que intelectual.

Luiz Antunes

Dr. StrangeLove

19 Maio Auditório A Moagem – 21h30

Ano: 1964
País: Inglaterra
Género: Comédia
Realizador: Stanley Kubrick
Intérpretes: Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden, Keenan Wynn, Slim Pickens, Peter Bull, James Earl Jones, Tracy Reed, Jack Creley, Frank Berry, Robert O'Neil, Glenn Beck, Roy Stephens, Shane Rimmer, Hal Galili, Paul Tamarin, Laurence Herder, Gordon Tanner, John McCarthy.

Um general meio louco, Jack D. Ripper, obcecado pelo medo de que os comunistas estejam a controlar as
reservas de água potável americanas, lançará a sua esquadrilha de bombeiros atómicos contra a Rússia.
O Presidente dos Estados Unidos, os chefes do Estado Maior no Pentágono e mesmo o sinistro Dr. Estranho Amor, percebem que é tarde demais para cancelar o ataque, restando-lhes apenas esperar pelas terríveis consequências...
Esta controversa comédia negra apresenta Peter Sellers em três papéis diferentes e é interpretada também por George C. Scott, Sterling Hayden e Slim Pickens.
Hilariante, satírico e mesmo aterrador, Dr. Estranho Amor é um manual de 'Como Deixar de se Preocupar e Amar a Bomba'.

O Livro Negro

20 Maio Auditório A Moagem – 21h30

Ano: 2006
País: Holanda, Bélgica, Reino Unido, Alemanha
Género: Thriller, Guerra
Realização: Paul Verhoeven
Intérpretes: Carice van Houten, Sebastian Koch, Thom Hoffman

Holanda, 1944. São os últimos anos da II Guerra Mundial e a bela cantora Rachel Stein (Carice Van Houten) encontra-se refugiada com a família Tjepkema na Holanda rural. Outrora uma popular e rica cantora, Rachel aguarda o fim da guerra, tal como muitos Judeus na Europa, separada da sua família e na iminência de ser apanhada pela Gestapo.
Quando o seu esconderijo é atacado, Rachel é levada por Rob (Michiel Huisman) para casa de Mr. Smaal (Dolf de Vries), um advogado solidário que trabalhava secretamente para ajudar os Judeus a fugir da Holanda. Relutante, Mr. Smaal arranja uma forma de Rachel se juntar à sua família e atravessar as linhas inimigas até ao território dos aliados. Mas durante este perigosa travessia, o barco sofre uma
emboscada das tropas germânicas. Todos os passageiros são brutalmente assassinados pelos Nazis mas Rachel consegue escapar por um triz, saltando para o rio. Enfurecida pela memória do brutal assassínio da sua família, Rachel decide juntar-se à resistência de forma a poder vingar-se dos alemães.

A Moer em Família – Era uma vez um Rei… D. Afonso Henriques

17 Maio Estúdio/Serviço Educativo A Moagem

Esta história pretende dar a conhecer aos mais novos a vida de D. Afonso Henriques, O conquistador, sendo o ponto de partida para uma tarde diferente, com actividades lúdicas e ateliês.
Sensibilizar de forma divertida as crianças para a importância da História e despertar-lhes o entusiasmo e a vontade de aprender sobre o passado do nosso país. É utilizada uma linguagem simples e alguma fantasia, e posta em prática a criatividade manual num atelier, indo ao encontro do imaginário das crianças.

Requiem Solene em Sufrágio da Memória dos Combatentes Portugueses

16 Maio Igreja S. Francisco – 17h00

Embora Portugal não tenha uma história bélica recente tão extensa como a de outros países, teve no passado, por várias necessidades de empreender grandes empresas, que levaram a perdas humanas que devemos recordar.
O Requiem, é modelo litúrgico da Igreja Católica proveniente da expressão “requiem aeternam dona eis”, que homenageia a memória dos mortos, aqui, em especial, a de todos aqueles que durante estes conflitos perderam as suas vidas, ou aqueles que neles participaram e que hoje já não estão presentes entre nós.
Sendo transcendente e superior a quaisquer religiões e culturas.
Presença da Liga dos Combatentes.
Celebrada pelo Pe. Rui Peralta, capelão do exército.
Música pelo Orfeão de Castelo Branco, orientado pela maestrina Ema Casteleira.
- Alegra-te ó Jerusalém
- Senhor, tende piedade - J. A. Pereira Pinto
- Salmo
- A Joyful Aleluia
- Ave Maria - Arcadelt
- Santo - J. A. Pereira Pinto
- Pai Nosso - J. A. Pereira Pinto
- Cordeiro de Deus - J. A. Pereira Pinto
- Banquete Sagrado - Fernandes da Silva
- Requiem - Carlos Gama
- Canticorum - Haendel
Solistas: Ana Cardoso e Simão Ferreira.

Fórum “Geopolítica da Guerra”

15 Maio - Grande Auditório A Moagem – 21h00
Moderador
Fernando Paulouro – Director do Jornal do Fundão
Oradores
Vice Almirante Alexandre Reis Rodrigues - Antigo Vice-Chefe do Estado Maior da Armada
Prof. Doutor Hélder Santos Costa – Professor Catedrático do ISCSP da Universidade Técnica de Lisboa
Doutor António Paulo Duarte – Investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa
Dr. João Sende e Castro - Licenciado em RI, participante em diversas missões internacionais, é actualmente vereador da CM de Cascais
Dr. Paulo Fernandes – Vereador da Cultura da CMF

O Fórum romano ou a Ágora grega eram na época clássica uma parte essencial da Polis, o centro do poder, onde as necessidades basilares da sociedade como hoje a conhecemos - Política, Religião, e Economia - estavam reunidas.
Actualmente a expressão “Fórum” é associada a canais de conversação e discussão na internet, que embora proporcionem a troca de informação e opinião em grande quantidade, nem sempre são cientificamente fiéis.
O fórum “Geopolítica da Guerra” juntará pessoas provenientes de várias áreas, que durante a sua vida, directa ou indirectamente, estiveram ligados à Guerra, desde personagens nos cenários de guerra, como militares, jornalistas, políticos, a pessoas que dedicaram parte da sua vida à informação ou estudo. E que por isso estão habilitados, durante uma conversa informal, a formularem opiniões, e em conjunto, entre si, e o público, formularem conclusões válidas, produto de pensamentos coerentes.

Recorte de Introdução

A Geopolítica é um saber de recente extracção, visto não ter mais de um século e meio. Nasceu numa era de imensa expansão do Homem pelo espaço, conquistando e dominando toda a orbe. Tinha por fito principal a análise das relações das comunidades humanas com o espaço de poder, verificar das ligações entre a pujança de determinadas comunidades e o espaço que subordinavam e punham ao seu serviço. Desde o início que a Geopolítica, de certo modo, se relaciona com o conflito e com a guerra. Relacionar o espaço, o poder no espaço e as comunidades viventes neste, impulsionava fatalmente o saber geopolítico para a dissecação das relações do espaço, físico e humano, com a conflitualidade. A intervenção proposta tem por fito evidenciar a relação que, desde o início houve, no saber da geopolítica, entre a sua visão do espaço e o conflito, a guerra inter e intra-comunitária. Por isso, apresentar-se-á uma breve visão da relação que a geopolítica, desde Ratzel e Mackinder até à actualidade, desenvolveu entre o espaço de poder e a conflitualidade/guerra.
Na origem da Geopolítica está a questão do poder: como explicar a tectónica dos grandes poderes, a sua ascensão e queda. E, em simultâneo, está uma forma de responder: a relação que as comunidades engendram com o espaço que as rodeia e envolve. Para Ratzel, como para Kjellen, os dois primeiros verdadeiros geopolíticos (cabe ao segundo a invenção da palavra), o espaço influencia e é influenciado pelas comunidades que o habitam e que o potenciam e virtualizam. Quanto maior for a rentabilização das qualidades intrínsecas do espaço por cada comunidade, maior a sua capacidade de crescer e por conseguinte, maiores as possibilidade de expansão dessa mesma colectividade. As fronteiras, para os geopolíticos, desde o início da geopolítica, é uma linha que traça as capacidades de expansão das comunidades políticas. Ela, não é natural, mas deriva da dinâmica de cada comunidade política na relação que tem com as adjacentes. As comunidades políticas mais adaptadas ao seu espaço, naturalmente, tenderão a espraiar-se pelas terras alheias.
Para os geopolíticos e para a geopolítica, desde o princípio, por isso, o conflito e a guerra têm origem nas relações dinâmicas que cada comunidade política cria com o espaço. Na sua percepção, o conflito resulta de uma dinâmica, de um conjunto de dialogias que relacionam a comunidade com todo o espaço em que se insere. As comunidades políticas que melhor rentabilizam a sua relação com o espaço, tendem naturalmente a alargar-se à custa daquelas que menos o aproveitam. O “espaço vital” de Ratzel significa isso mesmo. As comunidade dotadas de ampla vitalidade requerem mais espaço, tendo, de forma natural, tendência a usurpá-lo aqueles que menos o aproveitam. Por isso, a linha que traça a fronteira é dinâmica e quase que biológica. Ela reflecte o organicismo das comunidades políticas.
Neste contexto, a guerra é uma deriva da luta pelo “espaço vital”.
Claro que o conceito de “espaço vital”, utilizado pelos Nazis para legitimar a sua política de expansão e a “guerra de aniquilamento” que desenvolveram, tornou a geopolítica suspeita aos olhos dos vencedores da II Guerra Mundial. Sem que tivesse deixado de ser utilizado, o saber geopolítico foi, de certo modo, camuflado noutros saberes: as Relações Internacionais, a História, a Estratégia, a Geografia Política, por exemplo. Seria preciso esperar pelos anos 70/80, principalmente com a valorização de um insuspeito geopolítico do início do século XX, o inglês Halford J. Mackinder, pelos pensadores anglo-saxónicos, para que a geopolítica ganhasse de novo alforria no universo do estudos sobre o conflito e sobre a relação complexa das comunidades políticas com o espaço.
A relação que as comunidades políticas criam com o espaço, por ser dinâmica, é intrinsecamente conflitual. A geopolítica, tem por isso, na sua origem, na sua génese, uma relação de profunda intimidade com a guerra. Na verdade, a geopolítica trata do guerra. A relação que as comunidade políticas criam com o espaço é uma relação de poder, poder de rentabilizar o espaço em seu proveito, e a virtualização do espaço em seu benefício é uma relação de poder. Ora, onde há poder, há guerra. A guerra é um acto de poder. Toda a guerra, diz Clausewitz, tem por fito submeter o outro à minha vontade. Coagir é afirmar o poder, é submeter o outro à minha vontade, é aboli-lo, como diz Mia Couto, pois abolir o outro, é destruir a sua vontade, aquilo que faz o ser, o que faz ser (o Homem é, essencialmente, volição, dizem os filósofos).
Há por isso, alguma redundância, em falar de uma geopolítica de guerra. No seu mais profundo âmago, a geopolítica trata sempre da guerra. E é por isso que a geopolítica começou a ser tão revalorizada nos anos setenta e oitenta do século XX. Questionar a guerra, interpelar a guerra é um convite ao estudo e ao conhecimento da geopolítica.
Os Homens vivem no espaço. O espaço é o meio que os envolve. A utilização do espaço fornece-lhes recursos e dá-lhes vantagens. Algumas comunidades políticas rentabilizam melhor os recursos que outras. Os próprios recursos, com a evolução do Homem, vão sendo mais ou menos valorizados. O domínio de determinados recursos favorece mais umas comunidades políticas que outras. O espaço adquire por isso uma dimensão qualitativa, que emerge como uma vantagem ou desvantagem. Na dialogia da relação dos Homens com o espaço surge a disputa, o conflito, por fim, a guerra pura e dura. É um choque pelo “espaço vital” de Ratzel.
Todos os dias, quando os Media falam de conflitos, não há um que não refira uma dinâmica geopolítica, uma relação dos contendores com uma disputa em redor do espaço. Há anos, alguém observou que de todos os Impérios do Egipto Antigo, o que mais relações teve com o exterior foi o Império Novo. Sintomaticamente, foi o mais belicoso, aquele que mais marcas deixou nos monumentos de uma cultura agónica, de uma cultura de guerra.
Onde há muitos Homens, o espaço escasseia, e onde o espaço escasseia há guerra. Em suma, eis a essência da geopolítica.


António Paulo Duarte
Instituto de História Contemporânea

Palestra: “O Papel do Jornalista na Cobertura e Resolução dos Conflitos de Guerra”

15 Maio Auditório A Moagem – 10h30

Ana Barradas

Nasceu em 1944, em Moçambique. Autora, jornalista, tradutora, editora, consultora eleitoral. Actualmente dirige a editora feminista Ela por Ela, em Lisboa. Traduziu mais de oitenta títulos e, nos últimos anos, obras de Jack London, George Orwell e Noam Chomsky.

LIVROS PUBLICADOS:- Comores, as Ilhas da Lua, ed. Ela por Ela, 2005- Dicionário de Mulheres Rebeldes, ed. ed. Ela por Ela, 2007- As Clandestinas, ed. Ela por Ela, 2004- Médicos Nossos Conhecidos, ed. Medinfar, 2001 (esg.)- O Império a Preto e Branco, ed. Dinossauro, 1998- Ministros da Noite, Livro Negro da Expansão Portuguesa, ed. Antígona, 1995- Barradas, Ana et al., O Futuro Era Agora: O Movimento Popular do 25 de Abril, ed. Dinossauro, 1994.

O jornalismo com a sua ininterrupta busca em informar e responder às questões: "O quê" ; "Quem"; "Onde"; "Quando"; "Por quê" e "Como", aplicado ao tema da Guerra e na sua cobertura, fazem dele, uma das maiores forças de pressão na sua resolução ou continuação, e na sua divulgação à grande comunidade.
Há muitas perguntas a equacionar… Até onde deve/pode um jornalista informar? O que é estar num palco de Guerra? O eterno problema, de quase impossível resolução. Como ser imparcial? Deverá um jornalista ter acesso a toda a informação?

Amor

7 Maio Anfiteatro Escola Secundária do Fundão – 21h30AMOR
Grupo de Teatro Histérico da Escola Secundária do Fundão

A peça “Amor” surgiu com a vontade de se trazer para o palco um assunto que ajude a esquecer as guerras no mundo e que valorize a busca da felicidade através das emoções, intimidade e, porque não, através do amor. Pesquisaram-se textos, leram-se grandes autores, inventaram-se mais autores e todos ajudaram a por de pé esta peça para fazer guerra ao ódio, à violência e à crise, permitindo a vitória do Amor!
Porque “Bem ou mal, todos amam. No centro da vida humana está o grande, o eterno desejo de todos amarem e de serem amados.”
Por isso, concentremo-nos nos valores humanos e no mais alto dos valores: o Amor! Queremos um dia poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena darmo-nos às amizades, às pessoas, que a vida é bela sim, e que sempre demos o melhor de nós...e que valeu a pena!
António Pereira e Catarina Crocker

Inscrições: 969356131

Imagens da Guerra - Duzentos Anos de História...

4 Maio Hall Escola Secundária do Fundão

A exposição “Imagens da Guerra” é um conjunto de documentos iconográficos de cariz coleccionista e de recolha ao longo de muitos anos, pelo Sr. João Barroca, que estão ligados intrinsecamente à história da Guerra como reflexos “vivos”.
É uma oportunidade de conhecer duzentos anos de história: desde as Invasões Francesas, pela Guerra da Patuleia, de uma forma indirecta pelas sublevações do Ultimatum Inglês, a I Guerra Mundial, passando pela Guerra Civil Espanhola, a Guerra do Ultramar, até à actualidade.
Aqui presentes, em documentos portugueses e estrangeiros, como fotos, selos, postais, recibos e recortes, nas páginas do Diário de Noticias ou da Ilustração Portuguesa, em mapas e armas.


Recorte do Texto de Apresentação

A Exposição “Imagens da Guerra – Duzentos anos de História”, que se apresenta na Escola Secundária do Fundão, integrada no Projecto “Geopolítica da Guerra”, a decorrer entre 2 e 22 de Maio de 2009, não foi fruto de uma qualquer investigação. Num mundo que tão facilmente tende a esquecer patrimónios e memórias, substituindo-os por uma acentuada globalização que esbate diversidades, o contributo do fundanense João Barroca foi decisivo para esta Exposição. Por isso, ela tem a marca deste amante da História, que ao longo da vida, com grande empenho e dedicação, tem coleccionado importantes testemunhos do passado. Trata-se de importantes e ilustrativos documentos, de índole diversa, sobre vários momentos históricos nacionais e internacionais, que constituem pedaços da memória do nosso passado comum e que colocou ao nosso dispor para divulgação. Da panóplia de documentos, privilegiámos a mostra de alguns mais significativos, sobre dois momentos da História nacional – as Invasões Francesas, que precipitaram a Revolução Liberal Portuguesa de 1820 e as Revoltas da Maria da Fonte e da Patuleia, uma onda de levantamentos populares provocados pelo descontentamento face às medidas tomadas por Costa Cabral em 1846 – e três momentos da História Europeia e Mundial: a I Guerra Mundial (1914-18), a Guerra Civil Espanhola, que dividiu Republicanos e Nacionalistas (1936-39) e colocou Franco no poder e a II Guerra Mundial (1939-45). Trata-se de um conjunto documental que capta aspectos fundamentais da nossa vida colectiva desde inícios da primeira década de 1800 até meados do séc. XX.
O espólio documental que João Barrocas fez questão de partilhar com todos os seus concidadãos permite-nos afirmar, citando o historiador René Rémond que “o entendimento do presente escapa a quem ignora tudo do passado e que só é possível ser contemporâneo do seu tempo, tendo conhecimento das heranças, consentidas ou contestadas”1. O olhar sobre “Imagens de Guerra – Duzentos anos de História…”, transporta-nos de forma surpreendente aos duros tempos marcados pela violência e a guerra, proporcionando a todos quantos a visitem uma extraordinária oportunidade, não só de conhecer alguns aspectos da vida nos períodos históricos representados, mas também de descobrir “recortes” da História Local. Ela terá a força de recuperar memórias de fundanenses, contribuindo para fortalecer o sentimento de pertença e de identidade, elementos fundamentais para a formação da cidadania tão almejada numa sociedade democrática.



Ana Brioso Infante

RE-VISITAR S. BRÁS

3 Maio Castro da Gardunha – 09h00 Largo Caminheiros da Gardunha
Prof. Doutora Antonieta Garcia
Arql. Joana Bizarro

Na tentativa de diversificar as actividades do Projecto “Geopolítica da Guerra”, a Associação Caminheiros da Gardunha, a Câmara Municipal do Fundão e a Esc. Secundária do Fundão organizaram o passeio temático “Re-Visitar S. Brás”, com o intuito de dar a conhecer aos locais um pouco da história e da cultura da região e promover a pratica de actividades saudáveis.
Seguindo pelos arbóreos caminhos da Serra da Gardunha, por uma das paisagens mais bonitas do interior, tendo a possibilidade de perceber a evolução histórica e militar tanto do castro como da zona, pela Prof. Dr.ª Maria Antonieta Garcia, que dissertará sobre as invasões francesas, e a Arqueologa Joana Bizarro, representante do Museu José Alves Monteiro, que esteve ligada ao estudo e catalogação da Rota dos Castros.


Oferta de reforço alimentar durante a palestra.

ARENA - Exposição de Guerreiros de Antigas Civilizações

2 Maio Foyer Centro do Visitante A Moagem
Carlos Silva


A história é um adulto com a maior experiência de vida e todo o indivíduo é uma criança a aprender, mais vale termos o melhor dos exemplos.
A exposição Arena é o resultado de vários anos de pesquisa sobre civilizações que marcaram o mundo na sua época. Numa fórmula, que inclui história, arqueologia, mitologia, artesanato, alcançou-se um resultado artístico, na forma de guerreiros da antiguidade como ícones máximos das civilizações correspondentes. A exposição Arena destaca-se por ser um projecto artístico totalmente exclusivo e original em Portugal com o objectivo de mostrar como todo o mundo sempre foi um grande palco de lutas, emoções, ideias, coragem, medo, traição, mas por outro lado de glória e renascimento. Foram necessários 2 anos de trabalho manual intensivo, tentando sempre obedecer às antigas técnicas e aos materiais correspondentes, para apresentar manequins guerreiros da antiguidade com réplicas dos trajes, armaduras e armas das suas épocas.

Carlos Silva
Artista Plástico

Mensagem da Câmara Municipal do Fundão


A Geopolítica da Guerra permite conhecer a evolução do Homem e do Território. Trata-se de um tema cada vez mais actual nesta “aldeia global”.
A Geopolítica é cada vez mais utilizada tanto pelos dominadores como pelos dominados, referencia e situa os pontos principais de dominação político-militar, tensões sociais, culturais e civilizacionais, lugares de acesso, etc.
A Câmara Municipal do Fundão não poderia deixar de apoiar a Escola Secundária do Fundão, e em particular o aluno Manuel Saraiva, pela pertinente escolha do tema.
Dr. Paulo Fernandes
Vereador do Pelouro da Cultura

As Cores das Mascaras do Medo: Os Mapas da Guerra

Maria Sobral Mendonça

Desde o início dos tempos que a grande ambição da Humanidade é descobrir o Mundo e nele, demarcar como sua pertença: territórios conquistados. Desde que o tempo é tempo, os homens sempre utilizaram as cores como simbologia de comunicação e linguagem entre os povos. Cada pigmento tinha o seu próprio significado. Tinha e tem. As cores sempre representaram estados de Alma e tensões sociais. As tribos identificavam-se pelas cores com que pintavam as máscaras e o corpo que ora em estado de euforia, alegria ou tensão, serviram sempre na história das Nações o grande veículo de expressão. Criadas as máscaras que colocavam no rosto as comunidades serviam-se delas, para se reconhecerem num campo de batalha. As máscaras, os fatos e as bandeiras que em rituais próprios fazem sublimar o medo dos homens para avançarem em campos de batalha, são ainda hoje, só que duma forma mais sofisticada: motivadores da violência. Os fatos camuflados ou outras vestes que a humanidade exibe em tempo de guerra, são estratégia ancestral de defesa corporal para ataque e defesa dos territórios, que não representam mais do que verdadeiros estados psicológicos inerentes ao universo da discórdia. Atrás de cada rosto, existem muitas outras máscaras que pintadas em “tons de medo” destroem na terra jardins, pessoas inocentes e lugares que antes deveriam ser guardados e preservados como terreno sagrado do grande universo que a todos ainda nos alberga no seu mais extenso manto azul dos Céus. A Guerra é um lugar vazio! Lugar onde as mãos da Humanidade são pintadas apressadamente de várias cores para esconder todos os medos que vencidos ou perdidos, são ausentes de cores sem esperança nem futuro. Perguntar a uma pintora quais são as cores do Medo… é de imediato pensar que as cores não se guerreiam: comungam entre elas. Porque a guerra cobre-se de todas as cores que fazem perder a esperança de pudermos mudar o Mundo. A Guerra é o maior abismo da Humanidade. Reflexo de nós próprios. Pintura e ritual que ainda hoje a humanidade teima em vestir esse ingrato gesto irracional: A Guerra! Guerra…Pintada a “vermelho carmim” que conduzirá sempre a “preto e branco”: A Humanidade à Morte. Às cores do nosso indesejável fim.
O aluno Manuel Saraiva e a Vereação da Cultura do Fundão sob a direcção do espaço “A Moagem,” irão realizar o projecto a “Geopolítica da Guerra” sob o título “Os Mapas de Guerra: As Máscaras do Medo”, trazendo ao público uma exposição multidisciplinar em que as tensões sociais do próprio tema, são representados através do cinema, pintura, artesanato histórico, música, teatro, fotografia, uma palestra com a participação de um Jornalista repórter de guerra e um Fórum de debate e reflexão, culminando no final com um espectáculo de dança onde os corpos tombam no lugar mais vazio do Mundo: A Guerra!
Maria Sobral Mendonça
Artista Plástica

Acerca do Projecto


O Projecto “Geopolítica da Guerra” tem como objectivo ser um conjunto de actividades culturais que levem as pessoas especular e reflectir acerca da temática muito geral da GUERRA, das suas causas e consequências, dos seus efeitos geográficos, políticos, sociais… Enfim, como criadora de Culturas, Povos, Territórios e Nações…
Pretendemos, assim, motivar a participação dos jovens na vida política, social, económica e cultural do país, desenvolver espírito crítico e a capacidade de análise dos estudantes, e trazer a uma região, considerada muitas vezes como esquecida e interior, um plano de actividades de qualidade.
Escolhemos como método abordar, num ambiente muito próprio, universal e multidisciplinar, a mesma temática sobre ângulos diferentes, mas complementares. Partindo do princípio que, na orgânica cultural contemporânea, com fenómenos como o multiculturalismo, a massificação da informação e mesmo a globalização, a tiragem de conclusões nunca pode ser verdadeira, mas, apenas, uma aproximação, válida e constante, a uma resposta. Que depende necessariamente da conjugação de métodos e disciplinas diferentes, de pessoas e abordagens dissemelhantes.
Por isso, juntamos as Ciências Sociais e Humanas clássicas como a História, a Geografia, o Direito, as Relações Internacionais e o Jornalismo, com disciplinas artísticas de vanguarda, como a Dança, a Pintura, a Literatura, a Fotografia, o Teatro, a Música e o Artesanato, com o propósito de multidisciplinarmente funcionarem em sintonia num propósito comum – saber do que realmente trata a Guerra.
Desta forma mantivemos contactos e estabelecemos parcerias com entidades públicas e privadas que, actualmente, apoiam o projecto e lhe dão força. Apoiamos as artes, na pessoa de jovens, mas já conceituados artistas, que adaptaram projectos já existentes ou entraram em processo de criação, já notáveis personagens da sociedade e garantiram este programa.
Que, por tão vasto, facilita difundir o voluntariado jovem e a ajuda ao próximo, como um modo de vida, propagar o interesse pela natureza e a sua conservação, motivar o turismo local, divulgar marcas regionais, apoiar a prática de hábitos de vida saudáveis e principalmente promover um desenvolvimento cultural.

Manuel Saraiva